domingo, 15 de junho de 2008

Na teia do destino

Nessa trajetória estranha, de tantos caminhos,
Com tantos seres estranhos, atraentes,
Iguais, normais e indiferentes.

E eu que queria tudo e nada com nada,
E você saindo de uma longa jornada,
E não sei se por acaso ou sorte,
Talvez ignorância.

Assim nossas vidas se esbarraram,
E por que não antes?
A vida esperou estar distante,
Uma peça, uma praga.

Não sei, sou ator, não autor
Até então de minha história,
E nessa trajetória, tantas batalhas
Playboys, Patricinhas,
Loucos e loucas
Passados e presentes.


Dias de guerra, dias de paz,
Nunca indiferente, jamais ausentes.
De um jeito ou outro,
Quando caio é tua mão que me levanta,
É tua voz que me diz: "ta tudo bem".

Tú quando fragilizada
Quando não tolera mais
a carga da vida
Quando tudo é nada,
Você me vê contigo,
Nem que seja em silêncio.

Então assim companheira minha,
Seguimos de mãos dadas,
Ainda distantes, mas perto um do outro,
Onde muita gente sonha em chegar,
Mesmo morando a quadras.

E hoje Nêga, minha única nêga,
Quem diria, esse nome,
Que tanto joguei ao vento,
Hoje tem todo um sentido único,
Nêga, você, meu amor.

O seu Nêgo esta aqui
Tão distante de ti
Mas nem tanto assim,
To dentro de ti,
E você habitando em mim.
Eu no teu olhar
Você no meu.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Minha morada

Minha fulô do sertão
Minha boneca de pano
Minha guria de largo sorriso
Meu anjo da guarda

Arrombaste os portões
da minha solidão
me pegou pela mão
e me trouxe pra luz

Amo a ti
como ti a mim
Na minha vida
não tem lugar
pra mais ninguem
a não ser que venha
de dentro de você

Tão bela fulô
tão belo amor
Deixe me ainda
Viver nessa morada
O teu coração