terça-feira, 1 de julho de 2008

Escurece a visão na batalha

Quase um ano de luta,
Tão grandes batalhas,
Lindos dias de paz,
Mas agora, não posso mais.

Enfreitei dragões,
Feras, ares e mares,
Mas agora nada resta,
Olho em volta, fim de festa.

Cade a princesa?
No peito não há medalha,
Fecha-se a mortalha.
Mantenham a vela acesa.

Nessa guerra insana,
Tive a cabeça decepada,
As asas cortadas,
Pernas? Não as tenho.

Agora um alvo facil,
Tal qual Ulisses,
Abutres ferem o combalido

Velho coração relutante,
Desiste em nenhum instante,
Nem nessa hora
Por sorte, quem sabe: - A morte.

Nenhum comentário: